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sexta-feira, maio 13, 2005

A polêmica em torno das Araucárias

Ao procurar um tema inicial deparei-me com um assunto pouco explorado, ou midiatizado. Falo da discussão em torno da preservação das araucárias, que se dá a alguns meses nos estados de Santa Catarina e Paraná. Hoje o estado catarinense tem cerca de 0,8% da cobertura original. Temos ai uma briga política, acima de tudo humana, onde de um lado o governador Luiz Henrique da Silveira entra na discussão em contraponto ao Ministério do Meio Ambiente, ao deixar claro no seu último discurso no Centro Administrativo de S.C, o apoio condicional aos olhares atentos de centenas de madeireiros, estes favoráveis à criação da área de preservação das araucárias, porém, esta deve vir de uma avaliação reorientada para a economia, contrariando as idéias do Ministério.
Em recente pesquisa, realizada por Ong`s, ficou claro o desejo dos catarinenses e paranaenses quanto a preservação das araucárias, pois ,estas são fontes de alimentos,proteção dos animais, rios, solos e etc. Ao contrapor a uma nova discussão o governador catarinense cria um clima hostil e de certa indiferença aos protestos ambientalistas. Os sindicatos do papel, celulose e os madeireiros por vez vêem na derrubada continua de árvores uma das maiores fontes de renda da região, argumentando que a criação de áreas de preservação acarretariam a perda de milhares de empregos (dizem 30 mil apenas no Paraná) e poderiam causar um rombo de até 700 milhões de reais, este somente ao estado Catarina.
Analiso e atento também à má condição pela qual é vista a manutenção de áreas de preservação por parte de uma população mais enraizada ao campo e acostumada por um vigoroso processo de civilização, constante à sua volta. Planejamentos que visam criar uma estrutura preservacional devem começar por uma pesquisa consistente e que envergue toda a população à volta dos meneios e sentenças criadas por seus novos vizinhos. Ao introduzir um sistema de conscientização do homem adulto e um permeio de que isso se configure para mais gerações, a idéia de civilização passará por uma modificação e a futura aceitação geral de zonas de preservação.
Interessante para os dois estados sulistas e também para o restante do Brasil, esta discussão vem sendo tratado de forma precária e desigual pela mídia em geral. Enquanto em caráter nacional temos quase que nenhuma cobertura do assunto, a mídia local o trata de forma inconsistente e incompleta, focando poucos aspectos envolvidos e criando assim uma visão dualista da situação. O interesse em um assunto complexo torna a mídia pouco propensa a tentar envolver-se, pois o difícil acerto e as muitas pluralidades formam algo pouco favorável a midiatização devido ao difícil entendimento geral da situação.
A isto, é devido o interesse envolvido no assunto, ao tentar remanejar a discussão para um caráter econômico, o estado mostra não só o apoio aos madeireiros, como também, um entendimento que a economia se sentiria abalada com a perda instantânea, que o abandono das indústrias focadas no mercado da celulose traria. A preservação, contudo, representaria um avanço na política ambientalista brasileira, preservando uma árvore nativa, que vem sendo substituída continuamente pelo pinus, de origem americana.
Ao midiatizar, pode-se mostrar erros e acertos de ambos os lados, tentando impor um regimento de auto-reprovação e entendimento das aplicações e conseqüências que uma política voltada ou só para o bem ambiental ou apenas para o bem político resultaria. Deve se achar uma solução, um desenvolvimento sustentável, onde poderíamos progredir economicamente, socialmente e conscientemente.

Texto de João Francisco H. Kamradt

Fontes- http://www.cruzeironet.com.br
http://tudoparana.globo.com/noticias
Jornal ANotícia
Jornal Diário Catarinense
Gazeta do Povo
Programa Jornal do Almoço
www.clicrbs.com.br

1 Comments:

At 4:04 PM, Blogger LeticiaCaroline said...

Em primeiro lugar, vejo que, ou este fato é muito recente, ou não está sendo devidamente divulgado. Eu mesma desconhecia e acredito que a maioria da pessoas também. Trata-se de um assunto de suma importância para nosso estado, pois a preservação da vegetação hoje pode fazer a diferença para Santa Catarina no futuro, mesmo que hoje o estado perca um pouco o lucro se o projeto vier a se concretizar.
Em segundo lugar, penso que a mídia adota essa forma mais sutil e até superficial em relação ao assunto, por se tratar de um tema delicado que envolve grandes poderosos políticos e econômicos. Uma divulgação com maiores proporções poderia resultar em uma maior aceitação e até em mobilizações populares, com o intuito de fazer o projeto se concretizar o mais rápido possível. Fato este, como vemos na notícia, poderia acarretar em problemas para o meio madeireiro sulista, acertando em cheio todos que estão envolvidos nessa área.
Para finalizar, na minha opinião a mídia deixa de lado fatores éticos como a imparcialidade, ocultando uma notícia importante da maioria das pessoas, com o intuito de favorecer uma minoria e sem pensar no bem estar do próprio estado.

 

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